
Por Osmária Cunha
Hoje, na capital do Brasil, temos o desprazer de ver de perto a miséria. É deplorável saber que no lugar do poder, onde as leis são estabelecidas há contrastes sociais entre ricos e pobres.
Ver o indivíduo, que é digno de compaixão no qual é visto também como “sem valor”, causa uma tristeza no morador brasiliense, que não deixa de querer ajudar dando suas esmolas, acarretando a acomodação, onde a procurar de emprego fica para outro lado.
O governo brasiliense fez uma campanha “Não dê esmola, dê cidadania”, mas o que se pode observa é que esta campanha não obteve o sucesso esperado. Porque no dia-a-dia o que se vê são pessoas ajudando aqueles que pedem nos semáforos, nas paradas de ônibus, rodoviárias, saídas de shoppings e supermercados.
Brasília é conhecida como o “berço solidário”, no livro No meio da rua: nômades excluídos e viradores do autor Marcel Bursztyn, há depoimentos de pessoas que relatam Brasília como a cidade que acolhe, que não desampara ninguém, onde as pessoas doam o que elas têm para aqueles que precisam. Com estes relatos, percebe-se que infelizmente a campanha “Não dê esmola, dê cidadania”, não atingiu o objetivo. Por culpa de quem? Talvez por nossa culpa.
É preciso de consciência. Não só por parte do morador brasiliense, mas também do Estado. Cada um precisa fazer a sua parte. Mas que parte é esta, onde a miséria não acaba? Ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres? Ah, os pobres você sabe, cada vez mais miseráveis.
Um comentário:
Amiga..ótima matéria esta sua ....parabéns...como é doloroso vermos este contraste tão de perto heim?
Postar um comentário